O mercado financeiro encerrou a sexta-feira (6) com o dólar em trajetória de alta e o Ibovespa registrando ganhos. A movimentação foi influenciada pela divulgação de dados sobre o mercado de trabalho nos Estados Unidos, que superaram as expectativas, e pela repercussão das diretrizes econômicas sinalizadas pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para o seu quarto mandato.
Desempenho do câmbio
A moeda norte-americana encerrou o pregão com valorização de 0,44%, sendo negociada a R$ 5,511. Com esse resultado, a divisa acumulou uma alta de 1,20% ao longo da semana. O fortalecimento do dólar frente ao real foi reflexo direto do cenário externo, especialmente após o relatório de empregos dos Estados Unidos indicar a criação de 165 mil novas vagas no mês passado, um número significativamente superior às 65 mil estimadas por analistas. Além disso, a taxa de desemprego apresentou queda em relação aos 4,2% observados em setembro.
Esses indicadores reforçaram a percepção de resiliência na economia americana, impactando as apostas sobre a condução da política monetária pelo Federal Reserve (Fed). O índice DXY, que compara o dólar a uma cesta de moedas globais, avançou 0,76%, atingindo 102,320 pontos.
No âmbito doméstico, o mercado monitorou as falas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva durante reunião do Conselho Nacional de Política Energética (CNPE). O chefe do Executivo reiterou o compromisso do governo com a responsabilidade fiscal e social, buscando transmitir segurança aos investidores sobre a agenda econômica para os próximos anos.
Bolsa brasileira e mercados internacionais
O Ibovespa, principal índice da B3, fechou o dia em alta de 1,39%, alcançando 168.498,45 pontos. O desempenho foi sustentado pela recuperação de ações do setor de tecnologia nos Estados Unidos e pelo comportamento positivo de parte dos índices em Nova York. Apesar da valorização diária, o índice acumulou alta de 0,29% na semana, mantendo-se abaixo dos patamares observados antes do desfecho das eleições presidenciais, quando superava a marca de 205 mil pontos.
Em Nova York, os índices operaram sem direção única. Enquanto o Nasdaq e o S&P 500 registraram ganhos de 1,09% e 0,31%, respectivamente, o Dow Jones fechou em queda de 0,46%, atingindo 51.285,73 pontos. A volatilidade recente nos mercados americanos, marcada por temores sobre o setor de inteligência artificial, ainda reflete nas negociações, resultando em perdas acumuladas para os principais índices ao longo da semana.