A formalização tem se mostrado um passo decisivo para o crescimento dos microempreendedores individuais (MEI) no Brasil. Segundo a pesquisa Perfil do MEI e da MPE, realizada pelo Sebrae, 75% dos entrevistados afirmaram que o registro formal contribuiu diretamente para o aumento de suas vendas. O levantamento, que ouviu 14 mil pequenos negócios em todo o país, aponta este como o melhor resultado da série histórica, superando os 74% registrados em 2024 e os 69% de 2022.
Os estados com os maiores índices de percepção positiva sobre o impacto da formalização nas vendas foram Ceará (81%), Mato Grosso (80%), Piauí (80%) e Distrito Federal (79%).
Motivações para a formalização
Entre os principais fatores que levam os MEI a buscarem a regularização estão:
- Emissão de nota fiscal: 32%
- Acesso a benefícios do INSS: 27%
- Prevenção contra problemas com fiscalização: 17%
Dados do Sebrae reforçam que o rendimento de empreendedores com CNPJ pode ser até três vezes superior ao de trabalhadores informais. Segundo o presidente da entidade, Décio Lima, a formalização amplia as oportunidades de negócio, permitindo o acesso a crédito, a participação em licitações e a venda para outras empresas, o que pode elevar a renda em até 25%.
No segmento das micro e pequenas empresas (MPE), 75% dos empresários também relataram aumento de renda após a abertura do negócio. Os estados de Amazonas (82%), Piauí (82%) e Mato Grosso do Sul (81%) lideram essa estatística.
Perfil e permanência no mercado
Antes de se tornarem MEI, 57% dos empreendedores possuíam registro em carteira assinada, enquanto 11% atuavam na informalidade. A pesquisa destaca a resiliência desses profissionais: 68% dos MEI afirmaram que não fechariam suas empresas mesmo se recebessem uma proposta de emprego com remuneração equivalente ao que faturam atualmente.
Essa preferência pelo empreendedorismo é mais acentuada entre aqueles que abriram o negócio por oportunidade, com apenas 18% dispostos a retornar ao trabalho assalariado. Entre os que empreenderam por necessidade, o índice de aceitação para voltar a ser funcionário sobe para 43%.
Já no universo das MPE, 80% dos empresários declararam que não encerrariam suas atividades para retornar ao mercado de trabalho como funcionários, mesmo mantendo o mesmo nível de renda.