RuralCast Show

ASSISTA: Inovação aproxima tecnologia da agricultura familiar e impulsiona desenvolvimento em Porto Velho

Renato Muzzolon Junior destacou ações voltadas aos pequenos produtores, apoio às startups, avanços da 2ª AGROTEC e políticas públicas para fortalecer a economia local

Redação Olá Rondônia / RuralCast
Foto: Olá Rondônia / RuralCast

Tecnologia conectada às necessidades do campo

A inovação pode transformar a rotina dos produtores rurais, ampliar a eficiência das atividades e melhorar a qualidade de vida de quem trabalha no campo. Essa foi uma das principais mensagens apresentadas pelo diretor de Regulação Econômica e Tarifária da ARDPV, Renato Muzzolon Junior durante sua participação no RuralCast, podcast do Grupo Amazun, transmitido pelo canal Olá Rondônia.

Entrevistado pelo apresentador Inácio Rocha, durante a 2ª AGROTEC, em Porto Velho, Renato destacou que o evento representa um importante espaço de aproximação entre agricultores, empreendedores, instituições financeiras, poder público e pessoas que desenvolvem soluções tecnológicas.

Entre as ações apresentadas na programação esteve uma maratona de inovação dedicada à busca de soluções para problemas reais da agricultura familiar. Os projetos participantes tiveram a oportunidade de apresentar suas propostas aos produtores, empreendedores, instituições e representantes do sistema financeiro.

“Na AGROTEC, a gente trouxe soluções inovadoras voltadas para a agricultura familiar. Fizemos uma apresentação com os agricultores e também uma intervenção no Lounge do Café”, explicou Renato.

Produtor rural também faz parte da inovação

Durante a entrevista, Renato observou que ainda existe uma barreira inicial entre o produtor rural e o universo tecnológico. Muitos agricultores, especialmente aqueles envolvidos diretamente nas atividades operacionais, ainda não se reconhecem como parte do ambiente de inovação.

Entretanto, segundo ele, essa percepção começa a mudar quando os produtores entendem que a tecnologia pode facilitar o trabalho, reduzir dificuldades e aumentar a produtividade.

“Eles não se veem nesse meio de inovação e tecnologia por estarem na ponta operacional. Mas, quando enxergam que a inovação está ali para colaborar, dar eficiência e melhorar o trabalho deles, essa barreira é rompida facilmente”, afirmou.

O diretor também ressaltou que o celular já está presente na vida da maioria dos produtores e pode funcionar como uma porta de entrada para aplicativos, plataformas digitais, serviços públicos e ferramentas de gestão.

“O produtor rural pode, sim, ter acesso. Ele pode usar uma tecnologia que vai dar eficiência e qualidade de vida para o trabalho dele”, destacou Renato Muzzolon Junior.

Para isso, ele defendeu ações de orientação, capacitação e conscientização. Na avaliação do convidado, não basta disponibilizar uma ferramenta: também é necessário ensinar o produtor a utilizá-la e demonstrar de maneira prática os benefícios que ela pode gerar.

AGROTEC fortalece pequenos produtores e empreendedores

Renato também avaliou o crescimento da AGROTEC entre a primeira e a segunda edição. De acordo com ele, o evento ampliou o número de expositores e ganhou uma estrutura maior para receber agricultores, empresas, instituições e visitantes.

“A AGROTEC é um processo de melhoria contínua. A gente já está olhando o que pode melhorar para a terceira edição, analisando os erros e os acertos para continuar essa expansão”, declarou.

O convidado explicou que uma das principais características da feira é a atenção dedicada aos pequenos agricultores e empreendedores. O espaço permite que produtores de café, banana, milho, pescado e outros segmentos apresentem seus produtos, conquistem visibilidade e estabeleçam contatos comerciais.

“A sensibilidade da AGROTEC é ser voltada ao pequeno agricultor, olhando para quem ainda precisa do licenciamento ambiental, da regularização fundiária, de investimento e de crédito para crescer”, ressaltou.

Segundo Renato, a segunda edição passou a contar com um pavilhão dedicado aos pequenos produtores, além de atrações ligadas à pecuária, genética animal, equipamentos, serviços e novas tecnologias.

O crescimento também aumentou a procura de interessados em participar das próximas edições. Conforme relatado durante a entrevista, alguns expositores não puderam ser atendidos devido à limitação de espaço, o que já indica a necessidade de expansão para o próximo ano.

Formação, serviços e geração de negócios

Mais do que uma vitrine para produtos, a AGROTEC foi apresentada como um ambiente de formação e prestação de serviços. Os produtores tiveram acesso a informações, orientações, instituições financeiras e órgãos ligados ao desenvolvimento das atividades produtivas.

Para Renato, o evento também contribui diretamente para a circulação de renda na capital. Ao consumir os produtos oferecidos pelos agricultores e pequenos empreendedores, o visitante fortalece a economia local e ajuda o dinheiro a permanecer em circulação no próprio território.

“Além de ajudar um pequeno empreendedor, um pequeno empresário ou um pequeno agricultor, você está fazendo o dinheiro rodar aqui”, pontuou.

O diretor convidou a população a conhecer os estandes, consumir os produtos regionais e aproveitar o espaço às margens do Rio Madeira. A proposta, segundo ele, é transformar a feira em uma experiência de negócios, conhecimento, gastronomia, lazer e valorização territorial.

Apoio para startups superarem o “vale da morte”

Outro assunto abordado foi a continuidade oferecida aos projetos desenvolvidos durante hackathons e maratonas de inovação. Renato explicou que muitas startups enfrentam dificuldades após a etapa de criação da ideia, período conhecido no ecossistema de inovação como “vale da morte”.

Esse momento ocorre quando o projeto já foi idealizado, mas ainda precisa de estrutura, financiamento, mercado e apoio institucional para continuar avançando.

“A agência tem esse papel de dar continuidade. Estamos olhando com muito carinho para o pós-evento, para que essas soluções possam, de fato, funcionar no município ou em outras instituições”, explicou.

Entre as medidas previstas estão reuniões com secretarias municipais, apresentação das propostas a possíveis parceiros e integração das tecnologias às políticas públicas. O objetivo é evitar que boas ideias sejam abandonadas após as competições e permitir que os projetos sejam testados em situações reais.

Lei de Inovação abre espaço para novas soluções

Renato também destacou a aprovação e regulamentação da Lei Municipal de Inovação. A legislação cria possibilidades para que o município apresente desafios públicos e receba propostas de empresas, startups e desenvolvedores interessados em criar soluções inovadoras.

“A Lei de Inovação já foi aprovada, regulamentada e está rodando”, informou.

De acordo com o diretor, uma consulta pública foi aberta com desafios relacionados às políticas públicas de Porto Velho. Os empreendedores podem cadastrar suas propostas e apresentar tecnologias que contribuam para resolver os problemas identificados pela administração municipal.

A iniciativa fortalece a aproximação entre governo, setor produtivo, universidades, desenvolvedores e startups. Também cria condições para que soluções locais sejam aproveitadas pela gestão pública, gerando oportunidades para novos negócios.

Desenvolvimento econômico sustentável

A atuação da ARDPV também está conectada ao planejamento de longo prazo de Porto Velho. Durante o RuralCast, Renato mencionou o Plano de Ação Estratégico de Desenvolvimento Econômico Sustentável, concebido para orientar iniciativas de crescimento do município.

Segundo ele, as soluções inovadoras deverão estar alinhadas aos pilares do plano, contribuindo para transformar ideias em plataformas, aplicativos, serviços e tecnologias capazes de atender às necessidades da população.

“A agência tem o trabalho de trazer soluções inovadoras em cima desses pilares”, afirmou.

A proposta é integrar inovação, geração de emprego, renda, sustentabilidade, planejamento territorial e fortalecimento dos setores produtivos.

Novas maratonas e eventos de inovação

O calendário de ações inclui novas edições de eventos de tecnologia, hackathons e encontros voltados ao empreendedorismo. Renato antecipou a realização de iniciativas em parceria com instituições como o Sebrae, além da possibilidade de eventos destinados a solucionar desafios de geoprocessamento e organização territorial.

Ele também falou sobre a intenção de levar para Porto Velho uma futura edição do Amazônia New Summit. A proposta apresentada é utilizar diferentes espaços do território histórico da capital, como o Complexo da Estrada de Ferro Madeira-Mamoré, o Teatro Banzeiros e a Biblioteca Municipal.

A ideia é não concentrar o evento em apenas um local, mas fazer com que a programação dialogue com a história, a cultura e os ambientes públicos da cidade.

Economia, emprego e competitividade

Na parte final da entrevista, Renato comentou indicadores relacionados à competitividade de Porto Velho. Conforme relatado no podcast, o município avançou posições em um ranking nacional, impulsionado principalmente por aspectos ligados à economia, ao emprego e à geração de renda.

“Foi resultado de um trabalho de planejamento e organização, com resultados atrelados à economia, ao emprego e à renda”, declarou.

Para o diretor, os avanços refletem a construção de um ambiente mais favorável ao empreendedorismo e à inovação. Apesar dos desafios, ele avaliou que Porto Velho está ampliando sua participação no ecossistema tecnológico e criando novas oportunidades para empresas e profissionais.

Inovação como ferramenta de inclusão

A participação de Renato Muzzolon Junior no RuralCast mostrou que a inovação não deve ficar restrita às grandes empresas ou aos ambientes especializados. Quando conectada aos problemas reais da população, ela pode chegar aos pequenos agricultores, aos empreendedores e aos serviços públicos.

A 2ª AGROTEC reforçou essa proposta ao aproximar campo, tecnologia, crédito, capacitação e oportunidades de negócios. Ao mesmo tempo, as políticas desenvolvidas pela ARDPV buscam garantir que os projetos apresentados tenham continuidade e possam gerar resultados concretos para Porto Velho.

“Fique ligado e atento às informações. A gente pretende criar outras maratonas e apresentar novos desafios para que sejam propostas soluções tecnológicas e inovadoras”, concluiu Renato.

Assista à entrevista completa no podcast RuralCast, pelo canal Olá Rondônia no YouTube:


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