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Projeto obriga escolas e universidades a oferecer apoio psicológico a profissionais da educação

Redação

O Projeto de Lei 1206/26 propõe que escolas de educação básica e instituições de ensino superior, tanto públicas quanto privadas, sejam obrigadas a fornecer apoio psicológico aos seus profissionais.

O atendimento abrangerá todos os membros da comunidade escolar, incluindo não apenas professores e gestores, mas também:

  • secretários;
  • profissionais de apoio;
  • equipes de limpeza e manutenção;
  • vigilantes.

A iniciativa visa à prevenção e ao tratamento de questões relacionadas à saúde mental, como estresse ocupacional, violência no ambiente escolar e assédio.

Para as instituições de ensino públicas, a contratação de psicólogos deverá ocorrer por meio de concurso público, processo seletivo ou convênios.

Já as instituições privadas terão a opção de contratar esses profissionais diretamente ou por intermédio de empresas especializadas.

Como o apoio será implementado

O suporte psicológico poderá contemplar:

  • sessões individuais;
  • acompanhamento preventivo;
  • programas de promoção da saúde mental;
  • orientação em situações de estresse no trabalho;
  • suporte em casos de violência escolar, assédio ou conflitos no ambiente institucional.

Além disso, escolas e universidades deverão disponibilizar um local adequado para os atendimentos, garantindo a confidencialidade das informações dos pacientes.

Cenário de saúde mental na educação

O deputado Vanderlan Alves (Solidariedade-CE), autor do projeto, argumenta que o setor educacional brasileiro enfrenta uma crise de saúde mental. Ele destaca que “professores e demais trabalhadores convivem diariamente com altos níveis de estresse, sobrecarga de trabalho e adoecimento emocional.”

O parlamentar enfatiza que o cuidado com a saúde mental desses profissionais também é um fator que contribui para a melhoria da qualidade da aprendizagem.

Tramitação e prazos

A proposta seguirá para análise em caráter conclusivo pelas comissões de Saúde; de Finanças e Tributação; e de Constituição e Justiça e de Cidadania. Para se tornar lei, o texto necessita de aprovação tanto na Câmara dos Deputados quanto no Senado Federal.

Caso o projeto seja sancionado, governos e instituições privadas terão um prazo de 24 meses para implementar as novas diretrizes.

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