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O mercado de marmitas movimenta R$ 12 bi. A Seara quer dar escala

Redação

A Seara está de olho no retorno das marmitas — e quer lucrar com ele.

Com o aumento do custo das refeições fora do lar e a volta de muitos brasileiros aos escritórios, mais pessoas estão levando almoço para o trabalho, impulsionando um mercado estimado em cerca de R$ 12 bilhões.

A empresa, controlada pela JBS, lançou uma linha de refeições prontas refrigeradas com cara de comida caseira. A proposta é entregar uma refeição completa, com os acompanhamentos que o brasileiro está acostumado, como arroz e feijão.

Essa é a principal característica que diferencia as marmitas de outras linhas de refeições prontas da marca, como as Panelinhas — pratos prontos que, muitas vezes, exigem complementação.

“Não se trata de criar um novo hábito, mas de organizar um mercado que já existe e cresce rapidamente”, afirmou João Campos, presidente da Seara, em comunicado. “Nossa proposta é levar escala, consistência e qualidade para uma categoria que faz parte da rotina do brasileiro.”

Segundo a empresa, apenas na cidade de São Paulo são consumidas cerca de 18 milhões de marmitas por mês, um indicativo do potencial da categoria, ainda bastante pulverizada e dominada por pequenos produtores e marcas regionais.

A entrada na categoria faz parte de uma estratégia mais ampla da Seara para ampliar o consumo além das categorias tradicionais de proteínas. Para a empresa, o crescimento do setor dependerá cada vez mais da capacidade de atender diferentes ocasiões de consumo ao longo do dia.

No caso das marmitas, o alvo são consumidores que buscam conveniência sem renunciar ao sabor de comida caseira — uma característica que não está ligada, necessariamente, ao padrão econômico.

Segundo uma pesquisa da consultoria Galunion citada pela Seara, o hábito de levar refeições preparadas para o trabalho vem crescendo inclusive entre consumidores de maior renda. Entre os entrevistados da classe A, 61% afirmaram ter aumentado a frequência com que levam marmitas para o trabalho.

Essa tendência está ligada a outra mudança recente nos hábitos de consumo: a maior preocupação dos consumidores com saúde e nutrição.

Segundo Campos, a demanda por alimentos com maior teor de proteína e ingredientes mais simples (e maior transparência sobre a composição) tem crescido, impulsionada tanto pela busca por dietas mais saudáveis como pela popularização de medicamentos para perda de peso.

“A inovação hoje está diretamente conectada à saúde e à rotina das pessoas”, disse o executivo.

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Fonte: theagribiz

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