União dos produtores fortalece o agro e leva conhecimento ao campo, afirma Alex Guaitolini
Quem observa um Dia de Campo vê palestras, demonstrações técnicas e produtores trocando experiências. Mas, por trás de toda essa estrutura, existe um trabalho permanente de organização, mobilização e representação dos agricultores.
Esse foi o tema da conversa entre Adalto Costa, apresentador do RURALCAST, e Alex Guaitolini, presidente do Sindicato dos Produtores Rurais de Cacoal e Ministro Andreazza, durante a cobertura especial realizada na Comunidade Lapetanha, na Terra Indígena Sete de Setembro.
Para Alex, o papel do sindicato vai muito além da representação institucional. A missão, segundo ele, é criar condições para que o produtor tenha acesso ao conhecimento, às políticas públicas e às ferramentas necessárias para crescer.
"A missão do sindicato é melhorar a vida do homem do campo. Fazemos isso defendendo os interesses do produtor e levando conhecimento para dentro da propriedade."
O sindicato é a porta de entrada para o produtor
Durante a entrevista, Alex explicou que muitas pessoas ainda confundem as funções do Sindicato Rural e do SENAR.
Segundo ele, as duas instituições trabalham juntas, mas possuem responsabilidades diferentes.
Enquanto o sindicato representa politicamente o produtor e defende seus interesses, o SENAR leva capacitação, assistência técnica e consultorias diretamente às propriedades.
"O sindicato cuida da porteira para fora. O SENAR leva conhecimento da porteira para dentro."
Ele reforçou que o produtor rural deve procurar o sindicato para se associar e, assim, ter acesso aos programas de capacitação e assistência técnica oferecidos pelo sistema.
Conhecimento que chega até a propriedade
Alex destacou que um dos maiores diferenciais do SENAR é o acompanhamento técnico contínuo.
Em vez de oferecer apenas cursos rápidos, o programa mantém profissionais acompanhando as propriedades durante meses, orientando o produtor sobre manejo, gestão e aumento da produtividade.
"O técnico vai à propriedade, acompanha a produção, orienta o produtor e ajuda a transformar a atividade em um negócio mais eficiente."
Segundo ele, esse trabalho é realizado gratuitamente para os produtores atendidos.
Cacoal virou referência no atendimento
Ao lembrar a trajetória do Sindicato Rural, Alex contou que a entidade passou anos praticamente sem atuação.
A mudança começou em 2009, quando um grupo de produtores iniciou um processo de reorganização.
Hoje, a realidade é completamente diferente.
Segundo ele, o Sindicato de Cacoal se tornou um dos mais ativos de Rondônia.
"Hoje somos um dos maiores sindicatos do Estado e temos uma fila de produtores esperando para entrar na assistência técnica."
O crescimento também aparece na permanência dos produtores nos programas.
De acordo com Alex, Cacoal registra um dos menores índices de desistência da assistência técnica em Rondônia.
A agricultura indígena passou a fazer parte desse trabalho
Outro assunto abordado foi a expansão das ações do sindicato dentro da Terra Indígena Sete de Setembro.
Alex explicou que a aproximação aconteceu depois que a equipe percebeu o interesse das comunidades indígenas em ampliar sua produção agrícola.
Hoje, diversas famílias indígenas recebem acompanhamento técnico.
"Eles têm muita vontade de aprender e aplicam com dedicação o conhecimento recebido. Os resultados apareceram muito rapidamente."
Segundo ele, a convivência também proporcionou aprendizado para todos os envolvidos.
O Dia de Campo aproxima quem produz
Na avaliação do presidente do sindicato, um dos maiores méritos do Dia de Campo é reunir produtores de diferentes regiões, pesquisadores, técnicos e instituições em um mesmo ambiente.
Para Alex, essa troca acelera o aprendizado.
"O produtor aprende muito quando vê uma tecnologia funcionando na prática. Ele leva a ideia para casa e adapta à realidade da propriedade."
Além da transferência de tecnologia, o evento fortalece parcerias entre cooperativas, instituições financeiras, empresas e produtores.
O futuro passa pela sucessão familiar
Alex também demonstrou preocupação com a permanência dos jovens no campo.
Na avaliação dele, tornar a atividade rural mais rentável e tecnificada é essencial para incentivar as novas gerações a permanecerem na propriedade.
Segundo ele, conhecimento e inovação são ferramentas importantes para esse processo.
O convite aos produtores
Ao encerrar a entrevista, Alex fez um apelo para que os agricultores participem mais das entidades representativas.
Para ele, quanto maior a participação dos produtores, maior será a força do setor na defesa de seus interesses.
"O sindicato é do produtor. Quanto mais pessoas participarem, mais forte será nossa representação e maior será nossa capacidade de melhorar a vida no campo."
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