A edição 2025/2026 do programa Pró-Ética, promovido pela Controladoria-Geral da União (CGU) com o suporte do Sebrae, premiou 128 empresas nesta terça-feira (1º), estabelecendo um novo recorde de reconhecimentos desde sua criação. O evento solidifica o Pró-Ética como uma referência nacional e internacional na promoção da ética, transparência, responsabilidade socioambiental e boas práticas de governança no setor privado.
Durante a abertura da cerimônia, Marcelo Pontes Vianna, secretário de Integridade Privada da CGU, enfatizou que o reconhecimento transcende a obtenção de um selo, simbolizando um compromisso contínuo das empresas com a integridade. Ele destacou que a implementação de programas de compliance é crucial para a sustentabilidade e a competitividade empresarial.
Marcelo Pontes Vianna afirmou que a integridade é vantajosa para a perenidade e lucratividade dos negócios. Ele acrescentou que o reconhecimento implica uma grande responsabilidade, exigindo um compromisso permanente que sirva de exemplo para parceiros e para o mercado em geral.
Previamente à entrega dos prêmios, os membros do comitê avaliador das empresas foram homenageados. Entre as companhias agraciadas, destacam-se estatais como BNDES, Caixa Econômica Federal, Casa da Moeda do Brasil e Petrobras. Um reconhecimento especial foi concedido a organizações que foram premiadas pela sexta vez consecutiva: Itaú, Natura, Neoenergia e Radix. A relação completa das empresas vencedoras pode ser consultada no painel oficial do Pró-Ética.
Desafios da integridade para pequenos negócios
A agenda do Dia da Integridade Empresarial incluiu um encontro de representantes de empresas e instituições para debater o papel de iniciativas como o Pacto Brasil pela Integridade Empresarial e o Pró-Ética no fomento a ambientes de negócios mais éticos. Durante o quarto painel do evento, mediado por Cristine Köhler Ganzenmüller, diretora de Promoção e Avaliação de Integridade Privada da CGU, foram apresentadas experiências sobre a implementação de programas de compliance e os obstáculos na conversão de compromissos institucionais em ações concretas.
Gabriel Portella, gerente de Integridade Corporativa do Sebrae e membro do Comitê Pró-Ética, salientou que a expansão da cultura de integridade entre micro e pequenas empresas depende, primeiramente, da conscientização dos empreendedores e da disponibilização de métodos práticos para a adoção dessas práticas.
Portella explicou que é fundamental que o pequeno empresário compreenda a relevância da integridade para seu negócio e como iniciar esse processo. Ele descreveu o Pacto Brasil como uma diretriz acessível e uma campanha de sensibilização eficaz. O representante do Sebrae concluiu que a instituição tem o dever de aproximar o tema da realidade dos empreendedores, demonstrando que a integridade é uma ferramenta de fortalecimento e competitividade, e não meramente uma fiscalização.