Um seminário internacional sobre Economia Criativa, ocorrido no Rio de Janeiro nesta terça-feira (16), discutiu alternativas para fomentar, financiar e expandir o acesso a crédito para pequenas empresas do setor. A ministra da Cultura, Margareth Menezes, enfatizou a vantagem da diversidade cultural brasileira no cenário global e a importância de transcender percepções restritivas sobre a função da cultura no desenvolvimento do país.
A ministra Margareth Menezes ressaltou que “a cultura não é acessória, ela é parte fundamental do desenvolvimento sustentável, da coesão social e da valorização da diversidade que caracteriza o Brasil”. Ela acrescentou que a vasta pluralidade de culturas, conhecimentos, regiões e manifestações artísticas representa uma das maiores riquezas do Brasil, sendo um trunfo estratégico para superar os desafios do desenvolvimento.
As discussões do seminário se alinharam ao Acordo de Cooperação Técnica estabelecido entre o Sebrae e o Ministério da Cultura em outubro de 2024. Este acordo visa estruturar uma agenda nacional colaborativa para impulsionar a economia criativa em todo o território brasileiro.
A parceria já demonstra resultados significativos, atingindo todas as 27 unidades federativas por meio da Rede de Cultura e Economia Criativa. Quinze estados estão atualmente executando seus planos de trabalho para 2026, enquanto outros sete estão em fase de planejamento. A estratégia abrange as cinco regiões do Brasil, com ações em desenvolvimento em dez cidades, totalizando 208 atividades em andamento e beneficiando mais de 3.500 pessoas, com atenção especial a comunidades em vulnerabilidade social.
Rodrigo Soares, presidente do Sebrae, destacou durante o evento o empenho da instituição em expandir as oportunidades de financiamento para empreendedores criativos. Atualmente, mais de 111 mil micro e pequenas empresas compõem o segmento da economia criativa no Brasil, um setor notável pelo seu dinamismo, inovação e capacidade de gerar empregos e renda.
O presidente do Sebrae, Rodrigo Soares, afirmou: “O acesso ao crédito ainda é um dos principais desafios enfrentados pelos pequenos negócios. Por isso, ampliamos os mecanismos de garantia e os fundos de aval, que ajudam os empreendedores a obter os recursos necessários para investir e crescer.”
Cláudia Leitão, secretária de Economia Criativa do Ministério da Cultura (MinC), salientou que a expansão do acesso a financiamento é crucial para firmar a cultura como um motor de desenvolvimento econômico e social. Ela declarou a necessidade de “construir um ambiente cada vez mais favorável para que empreendedores criativos tenham acesso a crédito, investimento e instrumentos adequados às especificidades da cultura e da criatividade”. A secretária ainda destacou que o seminário serviu para coletar “experiências nacionais e internacionais que podem inspirar novos caminhos para fortalecer a economia criativa como estratégia de desenvolvimento sustentável para o Brasil”.
Além do suporte financeiro, o Sebrae fornece orientação e acompanhamento para aprimorar a gestão dos negócios e tem progredido na agenda de internacionalização. Em colaboração com a ApexBrasil, a entidade capacita micro e pequenas empresas a ingressar em mercados globais, capitalizando as oportunidades geradas por acordos comerciais e pela crescente procura mundial por produtos e serviços brasileiros.
No encerramento do seminário, Rodrigo Soares reiterou que o fortalecimento da economia criativa demanda uma colaboração integrada entre governos, instituições, sociedade civil e comunidades. Ele afirmou que “o Sebrae é parte ativa dessa construção”, assumindo a responsabilidade de “apoiar iniciativas que geram renda digna, cidadania e oportunidades para a população”. Soares finalizou, assegurando que “a cultura e a economia criativa ocupam um papel estratégico no desenvolvimento do Brasil e seguirão contando com o nosso compromisso para ampliar seu impacto econômico e social”.