A ex-juíza Euma Tourinho voltou aos holofotes políticos ao conceder uma entrevista em que relembrou sua trajetória familiar, atuação no Judiciário e os planos para os próximos anos na vida pública. Durante a conversa, ela reforçou críticas à falta de representatividade política de Rondônia em Brasília e afirmou que o estado precisa de lideranças mais preparadas tecnicamente e comprometidas com resultados concretos.
Logo no início da entrevista, Euma falou sobre suas origens e a ligação histórica da família Tourinho com Porto Velho. Ela destacou que sua família participou diretamente do desenvolvimento educacional e empresarial do estado. Segundo ela, o pai foi um dos responsáveis pela criação da universidade pública em Rondônia e teve atuação importante em instituições ligadas ao empreendedorismo.
Ao relembrar sua carreira, Euma destacou os 25 anos na magistratura e afirmou que participou de momentos históricos no Tribunal de Justiça de Rondônia, incluindo conquistas nacionais ligadas à gestão e eficiência do Judiciário. Ela também ressaltou que foi a primeira mulher eleita e reeleita para presidir a Associação dos Magistrados do Estado.
Durante a entrevista, a ex-magistrada afirmou que passou a enxergar a política como uma ferramenta necessária para transformação social e combate à má gestão pública. Segundo ela, o problema não é a política em si, mas a atuação de maus políticos que acabam afastando a população do debate público.
“Eu acho que a gente não é que não gosta de política, a gente não gosta de maus políticos”, afirmou durante a conversa.
Euma também falou sobre o trabalho que vem desenvolvendo em Brasília no gabinete de representação do município de Porto Velho. Segundo ela, o principal papel da articulação política é destravar projetos, buscar investimentos e apresentar Rondônia de forma estratégica para investidores e autoridades nacionais.
Ela ainda fez críticas ao modelo político baseado apenas na divulgação de emendas parlamentares, defendendo que a verdadeira representação exige articulação permanente, preparo técnico e capacidade de negociação.
“Quando a gente fala às vezes de emenda, destinei emenda, fiz isso por obrigação”, declarou.
Outro ponto abordado foi a situação da BR-364 e os impactos enfrentados por produtores rurais em função de burocracias, concessões e dificuldades estruturais. Durante a entrevista, Euma citou problemas enfrentados por produtores ligados ao setor agropecuário e defendeu mais firmeza institucional na defesa dos interesses de Rondônia.
A ex-juíza também comentou sua passagem pela administração municipal após disputar a Prefeitura de Porto Velho. Segundo ela, o convite para assumir funções estratégicas na gestão pública surgiu justamente pela experiência técnica adquirida ao longo da carreira no Judiciário.
Ao final da entrevista, Euma confirmou que é pré-candidata a deputada federal e afirmou que pretende defender uma representação mais alinhada com a realidade do povo rondoniense. Ela também fez um apelo pela valorização das pessoas que ajudaram a construir o estado e reforçou o potencial econômico de Rondônia.
“Rondônia tem muitas condições para prosperar, ganhar riqueza, emprego e renda”, afirmou.