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Esgotamento no setor contábil: como identificar os sinais de Burnout antes que seja tarde

Redação

A Síndrome de Burnout, ou Síndrome do Esgotamento Profissional, é um distúrbio emocional que afeta a saúde mental, sendo particularmente comum em profissionais que atuam sob constante pressão e com grandes responsabilidades, como os contadores.

Este distúrbio psíquico é desencadeado pelo acúmulo excessivo de tarefas, estresse, cansaço e tensão emocional no ambiente de trabalho. Com o tempo, esses fatores podem levar a um estado de ansiedade persistente e depressão profunda, impactando diversas áreas da vida do indivíduo.

Empresas contábeis, em particular, lidam com prazos rigorosos, obrigações complexas e serviços essenciais para o funcionamento de outros negócios. Para mitigar o risco de Burnout, é crucial que os gestores implementem campanhas informativas e monitorem ativamente a saúde e o bem-estar de seus colaboradores.

Tais iniciativas contribuem para a construção de um ambiente de confiança e segurança, onde os funcionários se sentem apoiados e compreendidos por seus líderes em momentos de necessidade.

Síndrome de Burnout no trabalho

Muitos líderes ainda enfrentam desafios para lidar com a Síndrome de Burnout. Para identificá-la precocemente, é essencial estar atento aos sinais físicos e emocionais que podem indicar que uma pessoa está desenvolvendo ou já sofre com o esgotamento profissional.

Profissionais contábeis frequentemente manifestam sintomas como estresse contínuo, cansaço excessivo, redução da capacidade profissional, ansiedade, sentimentos negativos intensos, negativismo acentuado, sensação de fracasso e insegurança, além de perda de interesse pelas atividades laborais.

Outros indicadores incluem fadiga constante, insônia, elevação da pressão arterial, sinais de depressão, alterações repentinas de humor, dores de cabeça frequentes e dificuldade de concentração.

A alta incidência de Burnout nesta profissão pode ser atribuída a fatores como demanda excessiva, ambientes de trabalho estressantes, pressão constante, necessidade de cumprir prazos e metas apertadas, alta competitividade, falta de controle sobre a rotina e as tarefas, e a presença de um ambiente tóxico que agrava a saúde mental.

Direitos previdenciários

Diante de um quadro de Burnout, o profissional pode precisar se afastar do trabalho para cuidar da saúde. Nesses casos, é possível acionar a Previdência Social para acessar os benefícios oferecidos pelo INSS.

Trabalhadores que necessitam de afastamento por mais de 15 dias podem requerer o auxílio-doença acidentário, concedido quando a doença está relacionada ao trabalho. Este difere do auxílio-doença previdenciário, que se aplica a enfermidades não ligadas à atividade profissional.

A aposentadoria por invalidez é destinada a segurados que apresentam sequelas definitivas que os impedem de exercer não apenas suas funções habituais, mas qualquer outra atividade laboral (sem possibilidade de readaptação).

Para que a Síndrome de Burnout justifique a aposentadoria por invalidez, é indispensável um laudo médico que comprove a condição de saúde do trabalhador e ateste que os danos são irreversíveis, impossibilitando seu retorno ao trabalho.

Por ser classificada como doença ocupacional, a Síndrome de Burnout dispensa o período de carência para a concessão do benefício previdenciário.

Ações que o empregador pode tomar

Ao identificar casos de Burnout, é fundamental que o empregador ofereça suporte para a superação dessa dificuldade. Algumas ações eficazes incluem:

  • Promover melhorias na rotina de trabalho, como a flexibilização de prazos para processos internos.
  • Garantir que o funcionário se sinta valorizado e à vontade para priorizar seu bem-estar.
  • Manter um diálogo aberto com os colaboradores, demonstrando atenção genuína.
  • Oferecer ajuda médica: em casos mais avançados da síndrome, é crucial encaminhar o funcionário para acompanhamento profissional.

É importante ressaltar que o Burnout pode afetar também os gestores e a alta administração em empresas contábeis. Além dos desafios e transformações do setor, o perfil de profissionais "workaholics" (viciados em trabalho) pode aumentar a propensão à doença.

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